8 de março de 2015

Lancelott Martins, qualidade em quadrinhos digitais!

Existem caras que por sua força e produtividade, entusiasmo naquilo que fazem com qualidade e amor ao ofício, ganham nosso respeito, é o caso de Lancelott Martins, Editor, Roteirista e Desenhista de quadrinhos de super heróis e hqs nacionais que tem servido de exemplo aos novos talentos por sua
luta e empenho em produzir quadrinhos de qualidade, dar suporte e divulgar o trabalho de outros autores!


Além de seu excelente blog sobre os Super Heróis Brasileiros, o HQQuadrinhos que serve também de uma gigantesca enciclopédia  e catálogo da produção nacional, Lancelott ainda disponibiliza para nós seu selo de quadrinhos digitais que já possui ótimas edições!
Nós aqui do blog dos Super Heróis Brasileiros, prometemos breve uma entrevista com o talentoso Lancelott, enquanto isso leiam e curtam as excelentes Hq´s do selo AQUI!

por Ed Oliver


7 de março de 2015

Entrevista Antonieto Pereira fala de sua arte e sua criação, o Vigia!

Há um fenômeno que aos poucos toma forma e força: o crescimento do numero de produções e publico dos super heróis criados aqui, em tempos que editoras como Marvel e Dc perdem terreno e mercado par forças com a RAJ Comics ( Vendendo mais que ambas as editoras americanas juntas )
este crescimento com certeza se deve ao conteúdo que o artista brasileiro imprime em suas hq´s; ação, emoção, humanismo ou seja a antiga e vitoriosa formula que tanto agrada aos fãs do gênero e que as grandes editoras esqueceram em meio tantas Guerras, Sagas Cósmicas apelativas e reformulações desnecessárias.
Antonieto Pereira é destes novos talentos, fazendo hq´s com competência e entusiasmo ele acaba de lançar o primeiro título próprio de seu herói, o VIGIA, pela Universo Editora e nós fomos espiar um pouco mais de perto o trabalho deste promissor quadrinhista!



Fale um pouco de sua trajetória com quadrinhos e sua predileção pelo estilo super heróis?


Antonieto- O meu primeiro contato com o mundo dos quadrinhos aconteceu quando eu tinha aproximadamente 8 anos de idade, praticamente no período em que eu estava aprendendo a ler.
A minha primeira revista em quadrinhos que tive contato foi o casamento de "Tio Patinhas #2", lançada pela editora Abril. Depois dessa revista foi um pulo para o universo dos super-heróis. 
Por incrível que pareça a edição #1 do Super-Homem lançada pela mesma editora do Tio Patinhas (editora Abril) foi a revista que me levou a se apaixonar pelos super-heróis, depois disso foi um pulo para os desenhos. Aí eu não parei mais. apesar de o gênero super-heróis estar um pouco saturado, eu utilizo para poder contar as histórias, pois os universos deles são fascinantes. 
Antes de criar o "Vigia", eu já desenvolvi vários outros personagens, inclusive a alguns anos atrás,
lancei uma revista mix chamada "Impacto Quadrinhos Potiguares", na qual saiu só apenas 3 números.

Como se deu o processo de criação de seu personagem Vigia, fale um pouco sobre ele.
Antonieto - Bem, o processo de criação do Vigia, se deu após me tornar fã do Demolidor.
Também se deveu a vários assuntos relacionados sobre violência na cidade de São Paulo no qual me veio a ideia de criar um vigilante do crime que ajudasse a diminuir a violência na cidade. 
Após vários estudos em 2001 fiz os primeiros esboços do personagem, e o denominei de o "Sentinela", lançando em fanzine P&B no qual só saiu a edição #1, depois engavetei e dois anos depois resolvi reformulá-lo e passei a chamá-lo de "Vigia" que é um ex-promotor público que ao tentar colocar atrás das grades um dos homens mais ricos da cidade sofre as consequências de mexer com o homem poderoso. Por causa do ato, o ex-promotor sofre um atentado no qual perde a sua esposa grávida de cinco meses. Cinco anos depois o ex-promotor volta como o "vigia" pra se vingar do homem que tirou a vida de quem ele mais amava...a sua esposa.
   

Como é para desenvolver algo no Brasil neste estilo?
Antonieto - Olha, pra falar a verdade, não é tão fácil, mas muitas mudanças vem acontecendo no
universo dos quadrinhos brasileiros, principalmente de uns dez anos atrás pra cá o índice de
produções alternativas vem aumentando, fazendo com que os nosso quadrinhos sejam mais
valorizados. Com o surgimento de várias editoras que lançam terror, albúns e outros gêneros
não podemos deixar de citar a "Universo Editora ", que vêm ajudar o universo dos super-heróis brasileiros a serem mais vistos. acredito que estamos aos poucos criando o nosso espaço, que em breve, possamos ter um mercado seguro e próspero pra todos...
Aqui gostaria de citar também, a "Júpiter2 Editora", criada pelo nobre amigo José Salles com sua ajuda, que ao longo desses dez anos vêm dando a sua contribuição para os quadrinhos nacionais, com lançamentos que variam da ficção à romance, editora para a qual ilustro uma revista chamada "Tiras vs Monstros", criação de José Salles em parceria comigo. Em relação ao gênero super-herói estamos conseguindo aos poucos criarmos o nosso público. agradecendo muito a mídia que aborda assuntos referentes ao universo dos quadrinhos brasileiros e especialmente a blogs como o seu que vem dando um apoio muito grande.

Qual o diferencial para se criar um personagem com características nacionais?

Um diferencial? deixa ver...eu acho que os nossos super-heróis nacionais se diferencia dos americanos só quando são baseados em nossa cultura, criados de acordo com a nossa realidade, apesar de alguns serem baseados nos super-heróis americanos. Mas vejo que aos poucos vamos trabalhando estórias que ajudam os super-heróis brasileiros a se habituarem mais com a nossa cultura; gostaria de dizer àqueles que trabalham os Super-Brazucas que criemos estórias mais envolventes, utilizando costumes e assuntos de nossa realidade, fazendo assim com que os nossos super-heróis sejam mais familiarizados conosco, é só prestarmos atenção, por que as nossas novelas fazem tanto sucesso...são as estórias que envolvem os telespectadores, por que não devemos usar os mesmos métodos em nossos quadrinhos de super-herois, hein?


Qual é seu metodo particular de trabalhar o super herói nacional?
Antonieto - olha, o método que costumo muito usar é colocar o super-herói dentro da nossa realidade, eu costumo sempre de usar o personagem dentro do contesto brasileiro, tento usar cenários de acordo com a história que pego pra ilustrar, seja numa floresta onde faço alguma fauna brasileira ou algum cenário urbano quando o roteiro pede. Eu geralmente gosto muito de fazê-los o mais próximo de nossa realidade, esse é a forma que gosto de usar. 
Veja na edição #1 do Vigia por exemplo, o cenário é a cidade de São Paulo, eu a caracterizo ilustrando o edifício mais representativo da cidade que é aquele prédio em forma "S" ( famoso edifício típico do centro de SP) . E é isso, mas eu ainda estou procurando um método mais prático de trabalhar os nossos super-heróis.


     

É fato conhecido que Marvel e Dc tem perdido fãs ao longo dos anos devido à queda de qualidade vertiginosa em seus roteiros, inclusive nem são mais a maior editora do gênero, tendo a indiana RAJ comics vendendo mais que as duas juntas com seus super heróis, qual sua visão desse processo?
Antonieto - Isso mostra que os super-heróis amerinanos não tem mais aquele poder , devemos ver que estamos em outra realidade, em outro século. quando o mundo passou a ser globalizado, compartilhando conhecimentos com a criação da internet, que certos comportamentos mudaram a lógica do planeta. A India está na nossa frente, enquanto a gente ainda esta criando o nosso espaço eles já desenvolveram há muito tempo. Sim, as vendas deram suas contribuições, mas acredito que eles introduziram as suas estórias dentro das suas próprias realidades, explorando assuntos que dizem respeito à sua cultura própria.
Os Indianos são o segundo país mais populoso do mundo, atrás apenas da China, eu sempre digo nas rodas de conversas de amigos que curtem "hqs", um dia quem sabe a gente não tenha nosso  próprio mercado como os indianos?

Fale sobre o seu processo de trabalho.
Antonieto- Bem, o meu processo de trabalho é o seguinte: Leio o roteiro três vezes, visualizando as cenas, depois esboço as páginas indicando a quantidade de quadros e as ações da estória e finalmente passo para o processo das ilustrações propriamente ditas. Eu não tenho horário certo de trabalhar, mas eu sempre uso mais a parte da manhã e da tarde pra ilustrar as páginas, até porque financeiramente falando não ganho nada, mas só o fato de poder contribuir com o quadrinho nacional já está de bom tamanho. Assim que termino de desenhar as páginas arte-finalizadas, digitalizo todas e coloco as letras. 

Quais os artistas que mais te influenciam?
Antonieto - Os artistas que eu admiro bastante são, os americanos (Jonh Byrne, Frank Miller, Sal Buscema), e os brasileiros (Watson Portela, que tive a honra de poder participar de uma oficina ministrada por ele em Natal 1997), e Mike Deodato, Ed Benes. 

E no momento em que esta trabalhando?
Antonieto - No momento estou terminando uma hq do Crânio de Francinildo Sena, para a edição #3 que irá ser lançada pela universo editora, do amigo gil mendes, além de paralelamente está trabalhando na segunda edição do vigia, e na edição #5 da série "tiras vs monstros" da editora júpiter2, eescrendo um livro sobre as histórias em quadrinhos em nosso município, e procurando patrocinador aqui local pra poder lançar uma hq que fiz sobre a padroeira da cidade que moro, "santa rita de cássia em quadrinhos". 
  
Fale sobre a publicação da revista do Vigia pela Universo Editora.
Antonieto - Bem, a Universo Editora apareceu na hora certa, dando a oportunidade de poder lançar esse projeto que eu venho desenvolvendo há um ano. Gostaria de dizer que a série o Vigia continua a ser produzida, como estou super atarefado com outros projetos, vou aos poucos desenvolvendo a trama. Só espero que não deixem de acompanhar as edições seguintes e vejam o resultado que venho trabalhando nos roteiros. 
    
Obrigado antonieto, é um prazer ter voce em nosso espaço, o espaço esta sempre aberto!
Antonieto - Obrigado a você Ed, por poder dar está oportunidade de poder contribuir com os quadrinhos brasileiros.

Entrevista por :

1 de março de 2015

Entrevista com Reginaldo Nakamura criador da musa Maxine!!!


Reginaldo Nakamura é mais um exemplo de como os roteiristas brasileiros tem se desenvolvido, sobretudo no gênero super-herói, e tem trazido trabalhos inspirados ao publico leitor, a exemplo sua personagem Maxine que acaba de ganhar uma belíssima edição pela universo editora já é em sua estréia alvo de elogios rasgados. Confira nossa entrevista com este jovem talento dos quadrinhos nacionais!



Fale um pouco de seu envolvimento com quadrinhos?

Nakamura - Desde criança eu sempre gostei de quadrinhos, praticamente, eles incentivaram a minha alfabetização, mas a ideia de que eu poderia produzir algo só surgiu
depois dos meus 18 anos, quando eu entrei em contato com a galera que vinha produzindo os seus fanzines. Hoje eu percebo, que na época eu era bem limitado nos desenhos e mais ainda nos roteiros, para não dizer horrível, mas essa foi uma experiência muito boa, pois pude entrar em contato com caras que já faziam trabalhos bem legais como o Laudo Ferreira Jr. Depois dessa fase inicial dos fanzines, fiquei uns dez anos afastado dos quadrinhos e só voltei a me animara desenhar e a produzir algo quando conheci o pessoal que estava divulgando os seus trabalhos por meio do fotolog Terra.

Como se deu o processo de criação de sua personagem Maxine, fale um pouco sobre ela.

Nakamura - Foi meio por acaso, eu queria fazer uma brincadeira com uma história que se passava dentro de uma convenção de quadrinhos e precisava inventar o visual de uma super-heroína que, logo na primeira olhada, os leitores percebessem de que se tratava de uma heroína saída das páginas dos quadrinhos.
O visual tinha que ser bem típico. Como muitos heróis dos comics se vestiam com as cores da bandeira dos EUA, resolvi fazer uma garota com uma roupa de super-heroína com as cores da bandeira do Brasil, mas nunca pensei em uma super-heroína patriótica ou algo assim.
Essa história não foi para frente, mas o pessoal no fotolog gostou do design do uniforme dela e assim acabou surgindo a Maxine.

A escolha do ilustrador Alan Campos também foi bem sacada para a revista e casou perfeitamente com o estilo da personagem, essa parceria vai continuar?

Nakamura - O Alan é um ilustrador de mão cheia, mas em virtude da minha inexperiência no roteiro e de uma maior compreensão do que afinal eu queria da minha personagem, o roteiro foi modificado várias vezes e o Alan deve ter tido uma paciência bem grande comigo, ( risos ). As páginas apresentadas neste primeiro número da revista da Maxine já foram desenhadas há um tempinho e hoje acredito que ele está envolvido em outros projetos. Contudo, assim que possível pretendo encomendar outras ilustrações dele que possam servir como pôsteres ou capas para a revista. A arte do Alan só engrandece a minha personagem!

Como é seu método particular de trabalhar o super herói nacional? 

Nakamura - Bom, hoje eu percebo que o mais importante é abandonar esse tipo de rótulo. Eu não escrevo roteiros de uma "super-heroína nacional", o que eu tento fazer são roteiros. O que vale para escrever o roteiro de um filme, uma novela ou um seriado de TV, também vale para escrever quadrinhos, não importa de que se trate de uma história de super-heróis ou de qualquer outro gênero.

Entendo que quando o Stan lee começou a despontar com o Homem-Aranha, ele na verdade não estava escrevendo as histórias do Homem-Aranha, mas sim as histórias do Peter Parker. E essa inversão na compreensão do roteiro fez toda a diferença!

Quando se tem em mente "eu vou escrever uma história de super-herói", logo um monte de ideias preconcebidas começam a pipocar na nossa cabeça. Como eu havia dito antes, não tento fazer isso, apenas tento escrever as histórias da Maxine. O centro dessas histórias nem sempre é a ação em si, mas sua personalidade, seus sentimentos e emoções.
Para falar a verdade nem sei se consigo atingir esse objetivo direito, mas essa ideia me serve de guia.

Para eu chegar a essas conclusões, a leitura de obras como "O Manual do Roteiro" do Syd Fields e "Da Criação ao Roteiro" do Doc Comparato foram fundamentais.
Para escrever um roteiro, minimamente razoável, apenas gostar de quadrinhos e ter lido muitas revistas não basta. Como tudo na vida é preciso estudar,
praticar.

Qual é o diferencial que você vê nos super heróis criados aqui?

Nakamura - Acho, com muita tristeza, que o gênero apesar de não ser novo, é ainda muito incipiente no Brasil. Não há títulos mensais de grandes editoras que dêem sustentação a ele. Os melhores títulos lançados, muitas vezes são publicados graças ao investimento de recursos dos próprios autores. Muitos dos nossos artistas ao atingirem um nível destacado acabam sendo contratados pelas editoras norte-americanas e o gênero acaba ainda mais desfalcado.                                                               Ainda que hajam bons exemplos de artistas de alto nível que estão bravamente publicando por aqui, em um esquema mais ou menos independente, estes são poucos. A maioria dos trabalhos tem uma qualidade ainda também incipiente e não por acaso, dada a disparidade de recursos, entre as grandes editoras dos EUA e os artistas brasileiros que continuam militando no gênero, no circuito independente.

Nos Estados Unidos, isso não é assim, um garoto de 18 anos que resolve imprimir em uma gráfica-rápida 500 exemplares do super-herói que acabou de criar não tem que arcar com o peso de ter de representar o gênero em seu país. Não tem a obrigação de ser o novo Neal Adams. Muitos não são. É por isso, que atualmente nas editoras dos EUA há espaço para tantos artistas do Brasil, da Itália, da França e de tantos outros lugares. Infelizmente, quando
Sara Pichelli, Olivier Coipel ou Ivan Reis, desenham histórias nos EUA, eles não estão produzindo quadrinhos italianos, franceses ou brasileiros, mas comics norte-americanos.


Quais estilos de quadrinhos gosta e autores que o influenciam?

Nakamura - Eu gosto de todos os estilos do infantil ao erótico, do underground ao comics, do mangá ao europeu, há sempre bons artistas, em qualquer estilo, o importante é descobrí-los. Ao longo da minha jornada quadrinhística pude adquirir exemplares da Cimoc - espanhola, da Fierro - argentina, Heavy Metal - dos EUA, Fluide Glacial, A Suivre, Bodoi, álbuns da Casterman e Glenat - da França, além dos quadrinhos em português publicados pela Meribérica e claro pelas editoras brasileiras.
Tive acesso até àqueles mangás parecidos com listas telefônicas importados do Japão graças aos meus avós japoneses.

Quanto aos autores acho que o que eu faço nos desenhos e no roteiro tem muita afinidade com o que o Jaime Hernandez fazia na revista Love and Rockets misturado com influências diversas, principalmente, dos comics norte-americanos. Particularmente, no roteiro de Maxine, eu ainda apontaria uma certa influência dos mangás para adolescentes Video-Girl Ai do Masakazu Katsura e Love Hina do Ken Akamatsu. Mas gosto de muito mais autores que necessariamente não influenciam diretamente o meu trabalho e aí a lista seria bem longa.


Como tem visto os super heróis em mídias como Desenhos Animados e Filmes? 

Nakamura - Tenho gostado dos filmes que assisti, mas não costumo assistir muitos deles, pelo
Netflix tenho assistido muitas séries. Creio que principalmente em termos de roteiro é preciso assistir de tudo. Se você trabalha com super-heróis as melhores sacadas podem surgir muito mais assistindo séries como "The Client List" ou "Dance Academy" (gosto muito das duas!) do que, por exemplo, "Marvels Agent of Shield" ( que também gosto!).Já em relação aos desenhos de super-herói não costumo assistir, prefiro mais coisas mais surreais, na linha "Apenas um Show".

Falando de outras mídias acho que a gente pode incluir aí também os cosplays, neste quesito, muitas meninas brasileiras, estão produzindo trabalhos surpreendentes com o apoio de fotógrafos profissionais. Das que eu pude seguir mais assiduamente os trabalhos destaco a S. Lancaster e a Mel Rayzel, mas existem muitas outras garotas com trabalhos muito bons! De modo geral, a América Latina tem apresentado cosplayers com trabalhos muito bem feitos, a Kitty Honey que fez a Maxine é um bom exemplo delas.

Quais outros super heróis e autores brasileiros no estilo que gosta?

Nakamura - Eu tenho uma grande simpatia por todos, mas se tivesse escolher um top 10 das versões impressas, incluindo o gênero "espada e magia" junto, a minha lista seria assim:

1- Leão Negro - Cynthia Carvalho
2- Valquíria - Alex Mir e Alex Genaro
3- Quebra-Queixo - Marcelo Campos
4- Maximus - Alan Yango
5- A Tribo e Aline - Cortizo e Tony Brandão
6- Cometa - Samicler Gonçalves
7- Comando V - Allan Goldman
8- Pátria Armada - Klebs Jr.
9- Os Invictos - Rafael Tavares e Renato Rei
10- Velta - Emir Ribeiro


E no momento em que projetos esta trabalhando?

Nakamura - Basicamente nas próximas histórias da Maxine, embora participações dela em histórias de outros personagens podem vir a ser tornar realidade pelas conversas que ando
tendo com outros colegas dos quais admiro muito o trabalho.

Fale sobre a publicação da revista da Maxine pela Universo Editora.

Nakamura - Foi uma alternativa muito bem-vinda que acabou se abrindo para mim. O custo inicial mais baixo oferecido pelo Gil me permite poder trabalhar mais na divulgação da Maxine, enviando muitos exemplares gratuitos, para as pessoas certas.Não devemos nos iludir, enquanto as pessoas não conhecem os nossos trabalhos, dificilmente elas comprarão as nossas revistas. Nessa fase, não tenho a mínima preocupação em reaver os custos que tive com a produção desta história. Isso, se ocorrer,
acontecerá no futuro, se as pessoas aprovarem a Maxine, se realmente ela tiver o mínimo de qualidade esperado. É preciso ter os pés no chão e a mente aberta para não quebrar a cara lá adiante.

Apesar de não ter uma vendagem estrondosa, as pessoas que tiveram acesso gostaram da revista e demonstram ter entendido a minha proposta ao retratar a Maxine.
Isso já é um bom começo!

Obrigado Reginaldo, É um prazer ter voce em nosso espaço, o espaço esta sempre aberto!


Para adquirir a revista entre em contato com a Universo Editora AQUI!

Entrevista por

21 de fevereiro de 2015

Grandes aventuras de heróis brasileiros no Universo Zenith!

Universo muito bacana para se conferir, é o universo Zenith de super heróis criado pelo artista e roteirista Leo Laino, criador de personagens com Brazor Fênix que estreou uma revista ao lado do vigilante Maximus pela SG Editora!
Vale a pena conferir este trabalho e baixar gratuitamente as versões digitais das outras aventuras criadas por Laino, trazendo encontros de seus personagens e outros criadores!


Universo Zenith nº 5 - Sagitário e Liberdade - Download AQUI!



Universo Zenith nº 5 - Sagitário e Liberdade - Download AQUI!

Universo Zenith nº 5 - Sagitário e Liberdade - Download AQUI!

Universo Zenith nº 5 - Sagitário e Liberdade - Download AQUI!
Também vale a pena dar uma conferida no outro Blog do Leo Laino com suas artes AQUI! e AQUI!

20 de fevereiro de 2015

Editora Universo, uma nova força das boas hqs nacionais!

por Jose Salles e Ed Oliver

Nossos heróis criadores estão com seus lápis pegando fogo e nós somos os sortudos em conferir uma infinidade de novos e belos trabalhos! À exemplo da Júpiter 2, a editora Universo, vêm lançando em revista própria excelentes trabalhos de super heróis brasileiros!
Confira as resenhas das edições feitas  por José Salles.






Anteriormente já comentei a respeito do selo Universo, capitaneado por Gil Mendes à frente de valiosos artistas dos Quadrinhos, revelações e veteranos, ao falar sobre o primeiro número do gibi do Crânio, de Francinildo Sena ( relembrem AQUI ). E agora eis que, para nossa grata surpresa, me vejo diante de outras seis edições com o selo Universo, e com muita alegria e satisfação comento brevemente a respeito de cada uma delas. Todas as edições no formato 20 cm x 14 cm, capas coloridas e miolos com 28 páginas (exceto por O Vigia n.1, com 24 páginas de miolo) em preto & branco e/ou tons de cinza.


Lorde Kramus n.1 – (capa de William Soares, também autor de uma linda ilustração na quarta capa) melhor começar com o ‘filho predileto’, o personagem mais conhecido do editor/autor Gil Mendes. Lorde Kramus é um intrépido guerreiro vivendo num universo fantástico com personagens construídos a partir do gênero espada & feitiçaria. A respeito de seus planos para esta nova edição, com a palavra, o próprio autor/editor:
Apresento a vocês a reedição das histórias de Lorde Kramus, agora nesse formato, nessa nova revista que vou chamar de segunda série
(pois é, pelo visto o Gil Mendes também foi leitor dos gibis da Ebal).
Neste primeiro número relembra-se o começo da saga de Lorde Kramus com duas HQs, ambas assinadas por Mendes: ‘Primórdios – A Origem de Lorde Kramus” (ilustrada com brilhantismo por Hélcio Rogério) e ‘Hibernat’ (ilustrada por Samuel Bono), donde temos a chance de ver ou rever como Kramus, ainda bebê, escapou com vida de um massacre; e vemos ou revemos também a primeira difícil e violenta provação de Kramus quando adolescente.


Bengalas Boys (capa de Lancelott Bartolomeu Martins) – uma homenagem/brincadeira promovida pelo experiente Tony Fernandes (autor do Fantastic Man, do Guerreiro Ninja, entre outros) e parceiros de seu grupo virtual, os Bengala Boys, aqui transformados em personagens de História-em-Quadrinho assinada pelo autor da capa, o grande historiador dos Quadrinhos, Lancelott. Como quase sempre acontece nesses casos, as HQs aqui reunidas talvez divirtam mais aqueles que estão nela envolvidos do que aos leitores mais... digamos... normais (?). Mas estes não tem nada a perder, pois é sempre um prazer poder apreciar o trabalho do desenhista Aírton Marcelino. A edição não tem numeração, o que seria então uma edição especial. Mas algo me diz que a coisa não acaba por aqui.


Lagarto Negro x Redentor (capa de Bruno Lima) – apresenta o interessante encontro entre dois conhecidos super-heróis brasileiros dos Quadrinhos: Lagarto Negro, de Gabriel Rocha, e Redentor, de Marcos Franco – e o curioso é mesmo ver dois personagens que vivem suas aventuras em cenários distintos, atuarem juntos nestas páginas, onde pode-se apreciar a HQ “Atos Terroristas” (escrita por Franco e ilustrada pelo ótimo Márcio Sennes). Importantes lideranças políticas vêm sendo assassinadas de forma violenta, e durante sua investigação o Lagarto Negro vai se deparar com misteriosas forças ocultas. Outra curiosidade da HQ é ver retratados alguns políticos que estavam em maior evidência na época em que a HQ havia sido feita: o ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso e o ex-senador já falecido Antônio Carlos Magalhães, o ACM, que também era conhecido com Toninho Malvadeza – coitado, perto dos petistas de hoje, Magalhães seria um cordeirinho pleno de bondade... quanto ao encontro entre Lagarto Negro e Redentor, o editor Gil Mendes escreveu o que eu gostaria de ter escrito:
Esses dois personagens existem em universos diferentes, mas coexistem no mundo alternativo e dificultoso que é a publicação de Quadrinhos de super-heróis criados por artistas nacionais (...) E aqui temos o resultado, uma boa história, uma boa aventura, um ótimo entretenimento que nos envolve do começo ao fim.


Zilora n.1 (capa de Rud Patrocínio e Daniel Oliveira) – este é para os aficionados em perversões sexuais e violência ‘gore’ explícita, páginas repletas de sadomasoquismo, lesbianismo (mas só entre mulheres lindas, pois lesbianismo entre mulheres consideradas ‘caminhoneiras’, isso ninguém mais gosta de ver) perfurações, decapitações, etc. Eu mesmo já fui aficionado por tudo isso, mas há mais de uma década já não o sou mais, Graças a Deus. Mas enfim, para quem gosta é um prato cheio, pois feito por artista muito talentoso, Rud Patrocínio.


Ginasta n.1 (capa de Heraldo Wilson) – que ótimo rever esse personagem, esse vigilante urbano vivendo histórias realistas. Eu já conhecia o Ginasta desde os tempos dos fanzines, tive até a intenção de publicá-lo pela Júpiter II, mas acabou não dando certo. O melhor de tudo é saber que o personagem ganhou uma edição caprichada pelo selo Universo, e que seja o primeiro número de uma longeva coleção. Todo este primeiro número, capa, HQ, ilustrações, é produzido pelo autor Wilson.


O Vigia n.1 (capa de Antoniêto Pereira) – O Vigia é um promotor público que, após ter tido sua família assassinada num ato terrorista praticado em retaliação contra ele, decide então combater o crime de forma mais ortodoxa, vestindo um uniforme, levando consigo dois bastões e atuando como um vigilante urbano contra a criminalidade. Na HQ publicada nesta primeira edição, ‘Origem – Parte 1’ (escrita e ilustrada pelo criador do personagem, Antoniêto Pereira), entre ‘flashs backs’ que relembram sua origem, o Vigia terá dois inimigos à espreita, os sinistros Flecha Negra e O Exterminador. Para quem não se lembra, Pereira é um valioso parceiro da Júpiter II, tendo publicadas de sua autoria algumas HQs do Corcel Negro e como desenhista principal de Tiras vs Monstros.         E ainda encontra fôlego para produzir mais esta série! Santacruzense arretado!

Parabéns ao pioneiro e batalhador gil de Mendes, o selo Universo chegou com tudo!
E em boa hora, em ótima hora, visto que brevemente a Júpiter II sairá de cena, mas ao menos este editor sairá feliz de vida, sabendo que em nosso lugar vem vindo algo muito melhor.                     Procurem conhecer a proposta editorial do Gil Mendes, que é muito interessante.
Contatem universoeditoraindependente@gmail.com ou no blog www.lordekramus.blogspot.com.br

*As edições devem ser solicitadas pelo e-mail da editora universoeditoraindependente@gmail.com exceto Zilora, que esta sendo vendida diretamente pelo autor Rudimar pelo e-mail rudipatrocinio@gmail.com

15 de fevereiro de 2015

Novas revistas e novos Heróis para seu deleite!

Para alegria dos que adoram conferir as aventuras dos super heróis brazucas, é com entusiasmo que vemos uma produção cada vez maior de edições digitais ou em papel deste gênero que foi aprendido pelos artistas independentes e profissionais do Brasil e ganha um numero cada vez maior de fãs!
Nessa linha vêm o MAJOR BRAZUCA de Fabio Gracia & Bruno T Barney que você pode conferir
lendo AQUI!




Outro que esta fazendo seus primeiros trabalhos e merece uma conferida é Weberton Kabello e seu Capitão Sarvel tendo um encontro inusitado! Leia AQUI!


Num trabalho escabeçado pelo veterano batalhador dos Super nacionais, Lancelott trazendo Xamã, este seu original personagem encontrando o catalogador ( também seu ), na equipe de produção estão:
Eberton Ferreira ( roteiro ), Crimaldo leandro ( desenhos ), Adriano Félix ( Cores ). Confira esta excelente edição AQUI! 


Em outra frente, temos um crossover entre duas personagens muito interessantes de nossos artistas, trazendo Àgata de Gildo Pereira e A Ninja Nilla Cheng, da guerreira Michelle Ramos, trazendo um inusitado crossover com grande pique e teor aventura, sendo uma hq mais direcionada ao publico adulto. Estão nesta produção: Marcelo Morgolfin ( Roteiro e Arte ), Gildo pereira e Edvaldo Barbosa ( Cores das Capas ) e Michelle Ramos ( Edição e Organização ) vale muito a conferida! AQUI!


Também vale muito a pena conferir o sempre ótimo trabalho de roteirização de Rafael Tavares, com seu grupo Os Invictos! Acompanhado do ilustrador Angelo Ron, os Invictos já foi alvo de elogios fervorosos de leitores e artistas do meio quadrinístico, graças à habilidade de contador de histórias de Rafael sempre bem acompanhado dos talentosos artistas nacionais!
Aventura e ação inteligentes na dose certa! Veja AQUI!


Confira Chumbo Grosso mais um genial herói nacional de Glaydson Gomes!

Mais um excelente canal para conferir a boa produção nacional e super heróis nacionais legais é o blog do amigo Glaydson Gomes, G Código! Seu personagem Chumbo Grosso se encontra em geniais crossovers com outros heróis da hq nacional! Confira AQUI!