8 de março de 2026

Entrevista com Dennis Rodrigo!

por Edu Manzano

Dennis Rodrigo é um nome que vem fazendo história no meio independente de quadrinhos desde o inicio dos anos 90, sempre deixando sua marca nas edições brasileiras sobretudo no circuito de Super Heróis Brasileiros. Uma pessoa discreta educada e sempre inteligente em suas atitudes Dennis merece nossos holofotes em seu trabalho que vem construindo uma forte base de fãs! Vamos conhecer um pouco mais sobre este excelente Quadrinista!


1- Eu conheci seu trabalho na época da editora que eu tinha com o Salles a Júpiter2, e você sempre digamos assim "militou" no estilo Super Heróis. Fale um pouco de seu começo e como se interessou em fazer HQs e sobretudo criar seus próprios Super Heróis? 

Dennis - Então, sou apaixonado por desenhar e por super-heróis, desde sempre, logo, foi bastante natural fazer Quadrinhos por causa formato, que soma arte e texto, isso no início da década de 1990. Com o passar dos anos, os desenhos animados que assistia na TV foram me influenciando cada vez mais, porém, como eu queria fazer a minha própria maneira, fui criando personagens e contando suas histórias.

2- Qual sua visão naquela época sobre a Júpiter2? 

Dennis - Em 2007 eu adquiri a trilogia Depois da Meia Noite, do Laudo, e ele gentilmente me enviou de brinde a HQ do Raio Negro #5 da Júpiter2. Fiquei muito bem impressionado por tudo, desde a aventura em si à qualidade gráfica da editora. No Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ) de 2009, eu comprei Máscara Noturna 1 e 2 num stand de independentes e aquela boa impressão se concretizou ainda mais!

3- Fale um pouco sobre suas criações próprias! Percebo que você inclui um diferencial mais humanizado em suas hqs

Dennis - Em geral, minhas criações se movem por causa de suas emoções, tomam atitudes considerando o que sentem e sofrem as conseqüências por suas ações, boas ou ruins. Talvez seja isso que garanta o aspecto humanizado em cada trama, independente do personagem que protagoniza a história.

4- Seus estilo é limpo e alegre, remetendo aos quadrinhos clássicos, nos fale sobre suas influências.

Dennis - Esse estilo limpo e alegre de hoje em dia com certeza é um encontro com o que eu gostava de ver na televisão na. Porém, antes da “cair a ficha” para o que realmente gostava, fui completamente impactado por gente como Jim Lee, Mike Deodato Jr e outros artistas que fizeram sucesso nos Anos 90, momento em que comecei a colecionar Quadrinhos efetivamente... Com o tempo, fui deixando muitos daqueles excessos para trás e descobrindo outras influências artísticas e narrativas e, nesse sentido, quero destacar o saudoso Darwyn Cooke, que, em minha opinião, é o sinônimo máximo de traço limpo e alegre.


5- Qual sua visão sobre os Super Heróis Brasileiros? Atualmente e o que podem alcançar?
 

Dennis - Em 2008, eu produzi quase uma dezena de fanzines com o tema super-heróis brasileiros e o trabalho de pesquisa da época para cada exemplar foi o que deixou completamente apaixonado. Gostaria que mais pessoas soubessem o que já foi feito em terras tupiniquins ao longo de décadas... Assim como o que é feito hoje em dia, claro! É um gênero de Quadrinhos bastante subestimado, mas que, felizmente, teima em resistir e, por isso, tem a chance de alcançar cada vez mais pessoas.

6- Seu trabalho R/Evolução Guardiã tem chamado a atenção, ele é uma retrospectiva da trajetória de seu grupo Os Guardiões, fale sobre este trabalho

Dennis - O conceito de super-heróis nas minhas histórias diz respeito aos homens e mulheres que se dedicam firmemente ao propósito de guardar a paz e justiça no mundo. A presença deles é a centelha dessa revolução na sociedade. Os dois volumes lançados até o momento narram a trajetória desses Guardiões, desde tempos imemoriais até os anos mais recentes.

7- Voce também participou do projeto "Arte Sequencial Brasileira". Nos conte sobre isso! 

Dennis - Foi uma baita e grata surpresa! Eu não tinha dimensão do tamanho ou representatividade do projeto até então. Enfim, alguns anos atrás eu ilustrava tirinhas do Pequeno Xuxulu ocasionalmente para o roteirista Gian Danton e, um dia, ele perguntou o que eu gostaria de desenhar para uma HQ. Respondi que gostaria de fazer algo como a animação Galaxy Trio, da Hanna-Barbera... Pouco tempo depois, o Gian me enviou o roteiro de TRIO ESTELAR. Produzi rapidamente as páginas e compartilhei em segredo com um amigo que resumiu: “É Galaxy Trio escrito por Grant Morrison”. De fato, quem leu sabe que é realmente algo assim e me orgulho muito do resultado. Só gostaria de ter feito mais páginas!!!

8- Quais os planos em termos da sua produção para este ano? Projetos em vista? 

Dennis - Sim, sim. Em R/Evolução Guardiã Volume 2 eu estabeleci meu conceito de multiverso e, no momento, estou trabalhando numa história que se passa numa Terra Paralela. Outros projetos em andamento incluem somar um guia de personagens a cronologia que publiquei no final de 2025. Existem outras idéias em ebulição, mas falamos sobre isso no futuro.

9- O que tem lido atualmente que te chamou a atenção? 

Dennis - Minha leitura de destaque mais recente foi The Cast número 1, projeto financiado coletivamente que tem ares de produção internacional, mas que, na prática, é Quadrinho brasileiro de super-heróis feito no Brasil, exatamente como deve ser! Estou ansioso pela sequência que vai trazer as origens dos personagens no traço do meu conterrâneo, o mineiro Vitor Caffagi... Simplesmente, um dos melhores!

10- Grato pela entrevista caro amigo Dennis! Sucesso e deixe suas considerações finais e seus canais para que os leitores conheçam seu trabalho! 

Dennis - Eu que agradeço o convite, Edu. Fiquei honrado e feliz de verdade. Aproveito o espaço então para convidar a conferir meus desenhos nas redes sociais e quem estiver interessado em adquirir basta mandar mensagem também no insta @dennis.rodrigooliveira








 




 



 

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